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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

GESTÃO DA PRODUÇÃO - PCP

Texto enviado por Pedro Tiago de Jesus Oliveira - Eng°Químico da Fábrica Química Petróleo e Derivados em 19/09/12.

GESTÃO DA PRODUÇÃO – PCP

Introdução ao Planejamento e Controle da Produção


 

Uma das maiores dificuldades para o desempenho da função PCP refere-se a relacionamentos. Por administrar informações de diversas áreas, o PCP está em constante processo de negociação com os diferentes agentes dentro do processo produtivo. O PCP é o representante da área de vendas dentro da fábrica, é ele quem sabe das prioridades e prazos de entrega dos produtos aos clientes e faz a programação de modo que atenda a esse objetivo. No entanto, os interesses são antagônicos, enquanto a Produção quer uma programação estável e antecipada de grandes lotes, Vendas querem maior flexibilidade e diversidade para atender as constantes mudanças no mercado. Como manter níveis de produção estáveis se a demanda é totalmente instável? Talvez algum dia alguém queira responder a essa questão, ainda mais quando se trata de administrar recursos escassos. O PCP precisa ponderar esses diferentes interesses fazendo com que a produção atenda ao planejamento, otimizando ao máximo os recursos sem deixar de atender ao cliente.

 

Em virtude do aumento crescente no grau de exigências do mercado consumidor e também no nível de competitividade do comércio interno e externo e devido a outros fatores, a única forma de sobrevivência para as mesmas é procurar atingir um melhor desempenho global, especialmente no que se refere a variáveis como: qualidade, custo e flexibilidade. Procurando sempre obter uma vantagem competitiva em relação aos concorrentes, tornar-se atraente para os consumidores.

Com foco neste objetivo, faz-se necessário um processo de redescoberta da manufatura, como meio de se obter a vantagem competitiva pretendida em relação aos concorrentes, fazendo surgir novas formas de se gerenciar a produção e contribuindo de forma direta para o sucesso de toda organização.

Ao se encontrar novas formar ou novas filosofias de gerir a produção, voltadas para realidade de cada organização, certamente haverá uma vantagem competitiva para as organizações.

Uma maneira de se identificar de que forma estes novos sistemas de gestão da produção são aplicados e quais são suas principais características, é estudá-los através das atividades de planejamento e controle da produção - PCP. Estas atividades foram escolhidas devido a sua ligação direta com a Gerência de Produção, tanto no longo prazo quanto no médio prazo, e por seu interfaceamento com outras áreas do sistema de manufatura, tais como: Comercial, Administrativo, Gerência de Produto e Produção (Chão-de-fábrica).

De forma geral, as organizações se preocupam em melhorar sempre o desempenho dos processos de manufatura e estão cientes da necessidade de integração de seus sistemas, de maneira que o processo de produção esteja integrado em si mesmo e com outras funções da empresa, evitando que surjam barreiras entre os departamentos. O objetivo da integração é tornar o acesso à informação rápido e seguro, com o intuito de agilizar o processo de tomada de decisões. Esta integração pode ser feita através de sistemas de comunicação e da utilização de tecnologias específicas.

A adoção de novas tecnologias e sistemas de produção tem sido muitas vezes analisadas e decididas apenas sob uma ótica operacional e de curto prazo, não sendo consideradas suas implicações no que se refere a questões estratégicas dentro da organização. É necessário considerar que as decisões sobre a manufatura devem necessariamente estar integradas com as decisões estratégicas da organização, significando dizer que a organização deve definir claramente como vai inserir seus produtos no mercado e de que forma pretende alcançar uma vantagem competitiva visando obter um grau de diferenciação em relação aos seus concorrentes.

Surge, portanto, o conceito de Estratégia da Manufatura, através da qual as decisões a respeito do projeto e implementação de um sistema de planejamento e controle da produção passam a serem vistas sob uma ótica estratégica.

Especificamente no Brasil, algumas empresas vêm dedicando esforços para se adequar a esta nova realidade competitiva, procurando modernizar seus sistemas de produção e a qualidade dos seus produtos/serviços. Contudo, ainda são restritas as informações a respeito da difusão dessas novas técnicas de gerenciamento da manufatura e de que forma as empresas estão procurando modernizar seus sistemas organizacionais, como meio de se enquadrarem ao ambiente competitivo predominante no mercado atual.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A NOVA REALIDADE COMPETITIVA

O conceito de Estratégia da Manufatura é relativamente recente e é frequentemente atribuída ao trabalho de Skinner (1969). Este conceito tem sido quase que exclusivamente, tratado dentro das escolas de administração de empresas. Para

Algumas definições para Estratégia de Produção:

·         "Uma Estratégia de Produção é um conjunto de planos e políticas através dos quais a companhia objetiva obter vantagens sobre seus competidores e inclui planos para a produção e venda de produtos para um particular conjunto de consumidores"

  • "Uma Estratégia de Produção consiste num padrão de decisão nas principais áreas de operações de manufatura".

Nos últimos anos, poucas áreas dentro da administração de empresas mudaram tanto como a administração da produção. Principalmente, no mundo ocidental, existe hoje um movimento crescente de revalorização do papel da produção no atendimento dos objetivos estratégicos das empresas e podem ser classificadas em três categorias principais:

·         Uma crescente pressão por competitividade que os mercados regionais e mundiais têm demandado das empresas, com a queda de barreiras protecionistas e o surgimento de novos concorrentes a nível mundial;

·         O potencial competitivo que representa o recente desenvolvimento de novas tecnologias de processo e de gestão de manufatura, como os sistemas de manufatura integrada por computador e os sistemas flexíveis de manufatura;

·         O melhor entendimento do papel estratégico que a produção pode e deve ter no atendimento dos objetivos globais das empresas.

OBS:

O sucesso alcançado pelas empresas japonesas, na conquista de mercados antes dominados pelas empresas ocidentais (Americanas), foi obtido pela alta qualidade e baixos preços de seus produtos, conseguidos através de uma excelência na Produção (manufatura). A manufatura, utilizada como arma competitiva, proporcionou aos produtos japoneses a conquista de mercados, devido a sua superior qualidade e confiabilidade, assim como a sua melhor resposta às necessidades e oportunidades do mercado.

A produção tem influência direta sobre os aspectos do desempenho competitivo, como confecção de produtos sem erros, entregas confiáveis e rápidas ao consumidor, habilidade de introduzir novos produtos em prazos adequados, oferecimento de uma variedade de produtos para satisfazer a exigências dos consumidores. Por isso, a manufatura passa a ser considerada como um setor que, como nenhum outro, tem o potencial de criar vantagem competitiva sustentada através da excelência em suas práticas.

Fatores Causadores das Mudanças

Os principais motivos, pelos quais as empresas ocidentais perderam capacidade de competitividade e foram superadas por empresas de países com menor tradição industrial, podem ser resumidos, nos seguintes pontos:

·         Excessiva especialização de funções, o que acabou dificultando a comunicação e a integração rápida e eficaz entre os setores de uma organização;

·         Os gestores administradores ocidentais estavam mais preocupados com assuntos relacionados aos setores de marketing e finanças do que com questões tecnológicas, próprias do setor de produção. Isto levou também a que fossem tomadas decisões baseadas em considerações de curto prazo, que trouxessem resultados rápidos (investir em publicidade e promoções), do que em decisões relacionadas a melhorias estruturais e infra-estruturais, cujos resultados só apareceriam no longo prazo;

·         As organizações não deram importância às mudanças ocorridas no mercado mundial, que passou a demandar maior qualidade e variedade de produtos, e também não apresentaram alternativas em como a manufatura deveria mudar para atender a estas necessidades.

Surge então, a necessidade de mudanças, devido ao fato de que as modernas empresas industriais estão enfrentando, nos últimos anos, uma série de desafios impostos pelo mercado, onde a competição torna-se cada vez mais acirrada, fazendo com que as empresas que não se adaptarem às novas premissas, perderão mercado, não se tornarão competitivas e terão sua própria sobrevivência ameaçada.

Por este motivo, procurou-se analisar quais são os fatores que provocaram estas mudanças, e que estratégia deve ser tomada para se adaptar a esta nova realidade competitiva.

Dentre os principais fatores causadores destas mudanças, pode-se citar como os mais importantes:

·         Consumidores exigentes (infiéis);

·         Concorrência direta e indireta (comércio eletrônico);

·         Desenvolvimento tecnológico  e queda da reserva de mercado;

Os consumidores passaram a exigir produtos com alta qualidade e a preços baixos, além de exigirem produtos e serviços adaptados às suas necessidades específicas e peculiares.

Com a globalização da economia, as empresas enfrentam um número maior de concorrentes, cada um deles capaz de introduzir novos produtos ou serviços no mercado, renovados rapidamente, com alta qualidade e a baixo custo. A grande concorrência entre as empresas modificou o mercado, em virtude das mudanças constantes, ou seja, em um determinado momento ela é regida pela demanda, em outra regida pela oferta.

Além disso, o desenvolvimento tecnológico fez com que surgissem novos equipamentos, novos materiais e processos produtivos, provocando um aumento nas possibilidades de desenvolvimento de novos produtos. O desenvolvimento de novas tecnologias de processo possibilita a redução dos tempos de projetos até a produção final, reduzindo o tempo do pedido até a entrega, além da melhoria na qualidade dos produtos; Estes fatores, descritos acima, impõem às organizações novas condições de operação aos sistemas de produção, para que às mesmas possam continuar competindo no mercado.

Competitividade com Qualidade de Produção

A qualidade exerce um papel relevante dentro do contexto das empresas modernas e tem contribuído destacadamente para o ganho de vantagem competitiva. A gestão da qualidade total, dentro da empresa, significa atender as necessidades e expectativas dos clientes, garantindo um produto livre de falhas. A qualidade deve ser incorporada a cultura do sistema de manufatura, buscando sempre o aperfeiçoamento do processo produtivo. Naturalmente, esse é um processo longo, porém mais do que técnicas é preciso conscientizar cada funcionário sobre a importância da excelência da qualidade em cada tarefa realizada. Hoje é largamente aceito que os programas de qualidade total deveriam enfatizar fundamentalmente às pessoas, pois sem uma força de trabalho comprometida e treinada, a qualidade total não pode acontecer de forma sustentada, mesmo com bons sistemas de informação para a qualidade.

Uma prioridade competitiva baseada em custos significa entregar o produto ao cliente com preço menor que o do concorrente. Uma produção com qualidade e baixo custo será sempre importante, pois além de implicar em produzir a preços mais baixos, aumentando a competitividade, também pode aumentar diretamente as margens de contribuição da operação. No entanto, pode tornar-se perigoso a noção de que uma boa indústria é uma indústria com baixos custos, se junto com essa atitude, a mesma sacrificar outras prioridades competitivas como: flexibilidade, novos projetos, satisfação do cliente interno, etc.

Porém, deve-se considerar a “Flexibilidade” como sendo uma ação de estratégia, pois ela representa a capacidade do sistema de produção responder eficazmente a mudanças não planejadas. Estas mudanças tanto podem ocorrer na demanda por produtos, no fornecimento de insumos, como no processo produtivo propriamente dito.

 

 

 

Para estar preparado para estas mudanças, o sistema de produção deve desenvolver cinco tipos de flexibilidade:

·         Flexibilidade de novos produtos: habilidade de incluir ou alterar produtos;

·         Flexibilidade de mix: habilidade de produzir determinado subconjunto da linha de produtos em determinado intervalo de tempo;

·         Flexibilidade de volumes: habilidade de alterar os níveis agregados de produção de forma eficaz;

·         Flexibilidade de entrega: habilidade de alterar as datas de entrega dos pedidos.

Segundo alguns estudiosos, a flexibilidade é alcançada através da redução dos tempos de preparação de máquinas, treinamento de funcionários, eficiente layout de equipamentos, mão-de-obra motivada, etc.

No caso específico da mão-de-obra, ela abrange tanto o nível administrativo quanto o chão-de-fábrica. A nível administrativo é interessante desenvolver uma visão global dos processos da empresa através de rodízios de cargos, porém deve-se levar em consideração aptidão profissional de cada indivíduo. A nível dos operários é interessante a sua qualificação na operação de vários equipamentos, programação de máquinas CNC, controle da qualidade e resolução de problemas.

A nova realidade competitiva não permite barreiras entre os departamentos. Isto pode ser feito utilizando-se da tecnologia como ferramenta para a integração e implantando-se sistemas de comunicação.

Os sistemas de informações desempenham um importante papel na coordenação e no compartilhamento de informações entre setores, permitindo a viabilidade de um fluxo rápido e atualizado das informações dentro do sistema de manufatura. Através dos sistemas de informações agiliza-se o processo de tomada de decisões nos diversos níveis da organização, melhorando o desempenho e a sua competitividade.


 

 

 

 

Produção:

Devido ao sucesso alcançado no Oriente e em algumas empresas inovadoras ocidentais (XEROX, IBM, GM, HP,etc.) na implantação da filosofia JIT, diversos autores tem procurado disseminar os conceitos fundamentais da nova filosofia, passando a tratar esta estratégia de ação empresarial de forma unificada e abrangente para todas as áreas da empresa. Começaram a surgir definições mais homogêneas sobre o que é a filosofia JIT, através das quais pode-se definir uma série de princípios que orientam o assunto.

Podemos dizer que o sistema Just-In-Time (JIT) é mais do que um conjunto de técnicas, sendo considerado como uma completa filosofia, a qual inclui aspectos de administração de materiais, gestão da qualidade, arranjo físico, projeto de produto, organização do trabalho e gestão de recursos humanos.

Ou que a filosofia JIT se constitui em uma estratégia de competição industrial, objetivando fundamentalmente dar uma resposta rápida às flutuações do mercado (orientado para o consumidor), associando a isto um elevado padrão de qualidade e custos reduzidos dos produtos.

Baseados nestas definições pode-se dizer que a filosofia JIT tem como objetivo fundamental a melhoria contínua do processo de manufatura, garantindo a qualidade dos produtos e serviços de uma empresa, através do envolvimento das pessoas, buscando a simplicidade nos processos, eliminação dos desperdícios, garantindo a flexibilidade no atendimento das necessidades dos clientes.

De maneira geral, estas definições convergem para os seguintes princípios básicos, que constituem a filosofia JIT:

  • Eliminação de desperdícios;
  • Melhoria contínua;
  • Envolvimento total das pessoas;
  • Flexibilidade;
  • Simplicidade de métodos e processos;
  • Qualidade total.

  • Eliminação de desperdícios :

 

Alguns autores definem a filosofia JIT com um sistema de manufatura cujo objetivo é otimizar os processos e procedimentos através da redução contínua de desperdícios.Portanto, é importante identificar as sete categorias de desperdícios, que são:

1.     Superprodução: consiste-se em fabricar mais produtos que o necessário, produzindo antecipadamente à demanda, para o caso dos produtos serem requisitados no futuro. Os motivos usuais para isto são : altos tempos de preparação de equipamentos, induzindo à produção de grandes lotes; incerteza da ocorrência de problemas de produção e qualidade; falta de coordenação entre as necessidades (demanda) e a produção em termos de quantidades e momentos. A filosofia JIT determina que se produza somente o que é necessário no momento, evitando a formação de estoques.

 

2.     Espera: refere-se ao material que está esperando para ser processado, formando filas que visam garantir altas taxas de utilização dos equipamentos. A sincronização do fluxo de trabalho e o balanceamento das linhas de produção contribuem para a eliminação deste tipo de desperdício, além de focalizar a atenção no fluxo de materiais e não nas taxas de uso dos equipamentos.

 

3.     Transporte: encaradas como desperdício de tempo e recursos, as atividades de transporte e movimentação devem ser eliminadas ou reduzidas ao máximo, através da elaboração de um arranjo físico adequado, diminuindo as distâncias a serem percorridas.

 

4.     Estoques: os estoques significam desperdício de investimento e espaço, além de acobertarem os problemas de produção que resultam em baixa qualidade e baixa produtividade. A redução dos estoques deve ser feita através da eliminação das causas geradoras da necessidade de manter estoques.

 

5.     Processamento: Qualquer elemento que adicione custo e não valor ao produto deve ser eliminado, portanto deve-se utilizar metodologias de engenharia e análise de valor, buscando a simplificação, redução do número de componentes ou operações necessárias para produzir determinado produto.

 

6.     Movimento: a economia dos movimentos aumenta a produtividade e reduz os tempos associados ao processo produtivo. Este desperdício é combatido aplicando-se as metodologias de estudo de métodos e estudo do trabalho, visando alcançar economia e consistência nos movimentos.

 

7.     Produção de produtos defeituosos: produzir produtos defeituosos significa desperdiçar materiais, disponibilidade de mão-de-obra e equipamentos, movimentação, armazenagem e inspeção de produtos defeituosos. A filosofia JIT, baseia-se na concepção de que os defeitos não devem ser aceitos e não devem ser gerados. O processo produtivo deve ser desenvolvido de maneira que previna a ocorrência de defeitos.

Qualidade Total:

O princípio de qualidade total da filosofia JIT é o mais abrangente possível, com ênfase no Controle de Qualidade Total (TQC), visando concentrar esforços em todos os setores da empresa, iniciando no projeto do produto, passando pelos fornecedores, difundindo-se por todo o processo de produção e atingindo os clientes, medindo sua satisfação em adquirir o produto, como principal forma de avaliação de sucesso.

Ao se projetar os produtos, a ênfase na qualidade total deve levar os engenheiros a estabelecerem o processo produtivo de maneira que sempre saiam produtos dentro dos padrões aceitáveis de qualidade. No que diz respeito à produção, os esforços são concentrados na eliminação de todas as fontes possíveis de defeitos nos processos de fabricação e, em consequência, dos produtos destes processos. Na escolha de fornecedores, deve-se alterar os critérios de seleção por preço-prazo-qualidade para qualidade-prazo-preço, para que se possa trabalhar dentro dos princípios estabelecidos.

Em termos organizacionais, o princípio de qualidade total conduz a um redirecionamento nas atividades do departamento de controle de qualidade, diminuindo a importância da inspeção e aumentando a ênfase no sentido da prevenção e treinamento.

O Sistema Jus In Time

Algumas das principais características do sistema de produção JIT, que retratam os aspectos da filosofia JIT e como estes se diferenciam das abordagens tradicionais de administração da produção, são:

  • Um sistema JIT apresenta a características de "puxar" a produção ao longo do processo, de acordo com a demanda, isto é, o material somente é processado em uma operação se o mesmo é requerido em uma operação subsequente do processo. Diferentemente da abordagem tradicional, onde os sistemas "empurram" a produção desde a compra de matéria-prima e componentes até os estoques de produtos acabados.

 

·         O sistema JIT é um sistema ativo, que incentiva o questionamento e a contínua melhoria do processo, não aceitando problemas tais como : peças defeituosas e quebra de máquinas.

 

  • A redução de estoques é um dos principais objetivos da filosofia JIT, pelo fato dos mesmos além de representarem altos investimentos de capital e ocuparem espaço, acobertam ineficiências do processo produtivo, tais como problemas de qualidade, alto tempo de preparação de máquina para troca de produtos e falta de confiabilidade nos equipamentos.

 

  • As previsões de venda servem apenas para dimensionar o sistema produtivo, pois a programação é feita pela própria estrutura de produção, em função da demanda; diferentemente do sistema convencional, onde as previsões de venda servem tanto para dimensionar o sistema produtivo quanto para programar a produção propriamente dita.

 

  • O layout do processo de produção é celular, dividindo-se os componentes produzidos em famílias com determinados roteiros de produção e formas similares; dessa forma pode-se reduzir o tempo de movimentação das partes componentes desse produto e o tempo gasto com a preparação de equipamentos.

 

  • O sistema JIT não considera erros como inevitáveis, e sim estabelece como meta eliminá-los, através do aprimoramento contínuo em todos os aspectos da empresa, desde o projeto do produto até o desempenho operacional do processo.

 

  • A aplicação da filosofia JIT requer obrigatoriamente a participação e o envolvimento da mão-de-obra, no sentido de viabilizar o processo de aperfeiçoamento contínuo, procurando identificar e solucionar os problemas. Sendo assim, o sistema JIT impõe um novo papel para a mão-de-obra, passando esta a possuir uma responsabilidade muito maior na qualidade final do produto ou serviço da empresa, pois passa a ser função da mão-de-obra controlar a qualidade, fazer a manutenção preventiva e regular das máquinas, participarem diretamente do processo de programação e controle das atividades desenvolvidas pelas células de fabricação.

 

  • Na filosofia JIT, a organização e a limpeza são fundamentais para o sucesso de aspectos como a confiabilidade dos equipamentos, a visibilidade dos problemas, a redução de desperdícios, o controle e o aprimoramento da qualidade e a motivação dos trabalhadores.

 

  • A filosofia JIT coloca a ênfase da gerência no fluxo de produção e não na maximização da utilização da capacidade. Adotando o princípio de "puxar" a produção a partir da demanda, garante que os equipamentos sejam utilizados apenas nos momentos necessários.

PLANEJAMENTO E CONTROLE DA PRODUÇÃO

Em um sistema de manufatura, toda vez que são formulados objetivos, é necessário formular planos de como atingi-lo, organizar recursos humanos e físicos necessários para a ação, dirigir a ação dos recursos humanos sobre os recursos físicos e controlar esta ação para a correção de eventuais desvios. No âmbito da administração da produção, este processo é realizado pela função de Planejamento e Controle da Produção (PCP).

Zacarelli (1979), denomina o PCP como Programação e Controle da Produção, definindo-o como " ... um conjunto de funções inter-relacionadas que objetivam comandar o processo produtivo e coordená-lo com os demais setores administrativos da empresa".

Para Burbridge (1988),"o objetivo do PCP é proporcionar uma utilização adequada dos recursos, de forma que produtos específicos sejam produzidos por métodos específicos, para atender um plano de vendas aprovado". Já para Plossl (1985),"o objetivo do PCP é fornecer informações necessárias para o dia-à-dia do sistema de manufatura reduzindo os conflitos existentes entre vendas, finanças e chão-de-fábrica".

Na visão de Martins (1993), "o objetivo principal do PCP é comandar o processo produtivo, transformando informações de vários setores em ordens de produção e ordens de compra - para tanto exercendo funções de planejamento e controle - de forma a satisfazer os consumidores com produtos e serviços e os acionistas com lucros".

Para atingir estes objetivos o PCP reúne informações vindas de diversas áreas do sistema de manufatura. A figura 2 relaciona as áreas e as informações fornecidas ao PCP.


Sendo assim, pode-se considerar o PCP como um elemento central na estrutura administrativa de um sistema de manufatura, passando a ser um elemento decisivo para à integração da produção.

Seguem observações de estudiosos sobre o PCP:

Russomano (1995) considera o PCP um elemento decisivo na estratégia das empresas para enfrentar as crescentes exigências dos consumidores por melhor qualidade, maior variação de modelos, entregas mais confiáveis. Por isso, a necessidade de se buscar uma maior eficiência nos sistemas de PCP.

Zacarelli (1979) afirma que dificilmente se encontra, na prática, dois sistemas de Planejamento e Controle da Produção iguais. Os principais fatores responsáveis por esta diferenciação são: tipo de indústria, tamanho da empresa e diferenças entre estruturas administrativas.

No entanto, independente do sistema de manufatura e estrutura administrativa, um conjunto básico de atividades de PCP deve ser realizado. Estas atividades são necessárias para a consecução dos objetivos do PCP, mas não necessariamente deverão estar todas sendo executadas numa área específica. Isto dependerá da configuração organizacional adotada pelo sistema de manufatura (Martins / 1993).

A figura 3 ilustra as atividades de PCP mais facilmente encontradas e executadas. As atividades devem ter uma hierarquia, isto é, devem ser executadas segundo uma ordem. No entanto, Gelders e Wassenhove (1982) lembram que o uso dessa abordagem requer cuidados para não se incorrer em sub-otimização. É possível estabelecer três níveis hierárquicos para o PCP :

  • Nível Estratégico (longo prazo);
  • Nível Tático (médio prazo);
  • Nível Operacional (curto prazo)



As análises das futuras condições de mercado e previsão da demanda futura são da maior importância para a elaboração do Planejamento de Longo Prazo. Mesmo em indústrias que fabricam produtos sob encomenda, onde não se faz nenhum estudo formal de previsão de demanda, a alta direção pode fazer conjecturas sobre o estado da economia e o seu impacto nos negócios futuros da empresa.

As previsões de demanda podem ser classificadas em : longo prazo, médio prazo e curto prazo.

Curto prazo: estão relacionadas com a Programação da Produção e decisões relativas ao controle de estoque.

Médio prazo: o horizonte de planejamento varia aproximadamente de seis meses a dois anos. Planos tais como: Plano Agregado de Produção e Plano Mestre de Produção se baseiam nestas previsões.

Longo prazo: o horizonte de planejamento se estende aproximadamente a cinco anos ou mais, ou seja, auxilia as decisões de natureza estratégica, como ampliações de capacidade, alterações na linha de produtos, desenvolvimento de novos produtos, etc.

 

Previsões de demanda podem se basear em dados referentes ao que foi observado no passado (previsão estatística) ou em julgamentos de uma ou mais pessoas (predição).

Um bom sistema de previsão deve ter boa acuidade, simplicidade de cálculo e habilidade de rápidos ajustes frente às mudanças.


As empresas devem se preparar elaborando planos de longo prazo para dimensionamento de suas capacidades futuras, através de estudos de previsão de demanda e objetivos formulados pelo planejamento estratégico feitos pela alta administração, com a finalidade de se fazer a previsão dos recursos necessários ( equipamentos, mão-de-obra especializada, capital para investimentos em estoque ) que geralmente não são passíveis de aquisição no curto prazo.


Elabora-se com base no Planejamento de Longo Prazo, o Planejamento Agregado de Produção, cujo resultado é um plano de médio prazo que estabelece níveis de produção, dimensões da força de trabalho e níveis de estoque. O horizonte do Plano Agregado de produção pode variar de 6 à 24 meses, dependendo da atividade industrial.  O planejamento é feito em termos de famílias de itens, isto é, os produtos a serem produzidos não são definidos de forma a terem uma constituição individual e completamente especificada, mas são agregados formando famílias de itens semelhantes.


O Planejamento Mestre da Produção (PMP) é o componente central da estrutura global apresentada na figura 3. Gerado a partir do plano agregado de produção, desagregando-o em produtos acabados, guiará as ações do sistema de manufatura no curto prazo, estabelecendo quando e em que quantidade cada produto deverá ser produzido dentro de um certo horizonte de planejamento. Este horizonte de planejamento pode variar de 4 à 12 meses, sendo que quanto menor for o horizonte de tempo maior será a acuracidade do PMP.

Resende (1989) lembra que quando existem diversas combinações de componentes para se obter o produto, pode ser preferível elaborar o PMP com base em produtos de níveis intermediários.

Para Higgins & Browne (1992), o PMP é um elemento fundamental na compatibilização dos interesses das áreas de Manufatura e Marketing.


É a atividade através da qual é feito o levantamento completo das necessidades de materiais para execução do plano de produção. A partir das necessidades vindas da lista de materiais, das exigências impostas pelo PMP e das informações vindas do controle de estoque (itens em estoque e itens em processo de fabricação), procura determinar quando, quanto e quais materiais devem ser fabricados e comprados.

O planejamento de materiais está intimamente ligado ao gerenciamento de estoques. Os tipos de estoques são: matérias-primas, produtos em processo e produtos acabados.

Os estoques consomem capital de giro, exigem espaço para estocagem, requerem transporte e manuseio, deterioram, tornam-se obsoletos e requerem segurança. Por isso, a manutenção de estoques pode acarretar um custo muito alto para um sistema de manufatura.

O Planejamento de Materiais deve, portanto ter como objetivo reduzir os investimentos em estoques e maximizar os níveis de atendimento aos clientes e produção da indústria.


 

 

 

Planejamento e Controle da Capacidade

É a atividade que tem como objetivo calcular a carga de cada centro de trabalho para cada período no futuro, visando prever se o chão-de-fábrica terá capacidade para executar um determinado plano de produção para suprir uma determinada demanda de produtos ou serviços. O Planejamento da Capacidade fornece informações que possibilitam: a viabilidade de planejamento de materiais; obter dados para futuros planejamentos de capacidade mais precisos; identificação de gargalos; estabelecer a programação de curto prazo e estimar prazos viáveis para futuras encomendas.

O Controle da Capacidade tem a função de acompanhar o nível da produção executada, compará-la com os níveis planejados e executar medidas corretivas de curto prazo, caso estejam ocorrendo desvios significativos. Os índices de eficiência, gerados pela comparação dos níveis de produção executados com os níveis planejados, o desempenho de cada centro produtivo e o desempenho do sistema de manufatura.

Programação da Produção

A atividade de programação determina o prazo das atividades a serem cumpridas, ocorrendo em várias fases das atividades de planejamento da produção. De posse de informações tais como: disponibilidade de equipamentos, matérias-primas, operários, processo de produção, tempos de processamento, prazos e prioridade das ordens de fabricação; as ordens de fabricação poderão ser distribuídas aos centros produtivos onde será iniciada a execução do PMP. Os objetivos da programação e seqüenciamento da produção são:

  • Aumentar a utilização dos recursos;
  • Reduzir o estoque em processo;
  • Reduzir os atrasos no término dos trabalhos

A programação da produção acontece em três níveis:

·         Programação no nível de planejamento da produção - é realizada na elaboração do PMP, quando se procura encontrar as quantidades de cada tipo de produto que devem ser fabricados em períodos de tempo sucessivos.

·         Programação no nível de Emissão de Ordens - acontece durante o processo de planejamento de materiais, onde determinam, com base no PMP, quais itens devem ser reabastecidos e suas datas associadas de término de fabricação e chegada de fornecimento externo.

·         Programação no nível de Liberação da Produção - determina para cada ordem de fabricação, quando é necessário iniciar a fabricação e quanto é preciso trabalhar em cada uma das operações planejadas. Isso é possível pelo conhecimento do tempo de passagem de cada componente, o qual contém o tempo de processamento e de montagem de cada operação, os tempos de movimentação e espera existentes entre cada operação.


Tem como objetivo acompanhar a fabricação e compra dos itens planejados, com a finalidade de garantir que os prazos estabelecidos sejam cumpridos. A atividade de Controle da Produção e Materiais também recolhe dados importantes como: quantidade trabalhadas, quantidade de refugos, quantidade de material utilizado e as horas-máquina e/ou horas-homem gastas. Caso algum desvio significativo ocorra, o Controle da Produção e Materiais deve acionar as atividades de PMP e Planejamento de Materiais para o replanejamento necessário ou acionar a atividade de Programação da Produção para reprogramação necessária.

Sistemas Utilizados no PCP

As atividades de Planejamento e Controle da Produção podem atualmente ser implementadas e operacionalizadas através do auxílio de, pelo menos, três sistemas:

  • MRP / MRPII;
  • JIT;
  • OPT

A opção pela utilização de um desses sistemas, ou pela utilização dos mesmos de forma combinada, têm se constituído numa das principais decisões acerca do gerenciamento produtivo nos últimos anos. A seguir, são relatados os conceitos e as principais características dos sistemas de produção acima mencionados.


O sistema MRP ("Material Requirements Planning" - Planejamento das necessidades de materiais) surgiu durante a década de 60, com o objetivo de executar computacionalmente a atividade de planejamento das necessidades de materiais, permitindo assim determinar, precisa e rapidamente, às prioridades das ordens de compra e fabricação.

O sistema MRP foi concebido a partir da formulação dos conceitos desenvolvidos por Joseph Orlicky, de que os itens em estoque podem ser divididos em duas categorias: itens de demanda dependente e itens de demanda independente. Sendo assim, os itens de produtos acabados possuem uma demanda independente que deve ser prevista com base no mercado consumidor. Os itens dos materiais que compõem o produto acabado possuem uma demanda dependente de algum outro item, podendo ser calculada com base na demanda deste. A relação entre tais itens pode ser estabelecida por uma lista de materiais que definem a quantidade de componentes que serão necessários para se produzir um determinado produto.

A partir do PMP e dos lead times de obtenção dos componentes é possível calcular \precisamente as datas que os mesmos serão necessários, assim como também é possível calcular as quantidades necessárias através do PMP, da lista de materiais e status dos estoques (quantidades em mãos e ordens a chegar).

OBS:

Os dados de entrada devem ser verificados e validados, pois a entrada de informações erradas resultará em ordens de fabricação e compra inválidos. O mesmo procedimento deve ser feito com relação à lista de materiais, com as mesmas refletindo o que acontece no chão-de-fábrica, tanto em quantidades quanto em precedência entre as partes componentes do produto acabado, pois caso contrário, as listas de materiais resultarão em necessidades erradas de materiais, tanto em quantidades quanto nas datas.

Os benefícios trazidos pelo MRP são: redução do custo de estoque; melhoria da eficiência da emissão e da programação; redução dos custos operacionais e aumento da eficiência da fábrica.

O fluxo de informações de entrada e saída de um sistema de MRP está ilustrado na figura 4.

Atenção:

Algumas razões para que ocorram falhas na implementação de um sistema MRP: o MRP ser visto como um sistema único, ou seja, o MRP ser encarado como um sistema fechado com retroalimentação; afirmar que o MRP se adéqua a qualquer tipo de empresa e; acreditar que o MRP é uma tecnologia acabada.

Com a finalidade de se conseguir uma implementação de sucesso de um sistema MRP, é necessário entre outros fatores: realizar uma adequação do MRP ao sistema de manufatura; o comprometimento e envolvimento da alta gerência; treinamento dos empregados.


O sistema MRP II ("Manufacturing Resources Planning" - Planejamento dos Recursos da Manufatura) é a evolução natural da lógica do sistema MRP, com a extensão do conceito de cálculo das necessidades ao planejamento dos demais recursos de manufatura e não mais apenas dos recursos materiais.

O MRP II é um sistema hierárquico de administração da produção, em que os planos de longo prazo de produção, agregados (que contemplam níveis globais de produção e setores produtivos), são sucessivamente detalhados até se chegar ao nível do planejamento de componentes e máquinas específicas.

O sistema MRP II é um sistema integrado de planejamento e programação da produção, baseado no uso de computadores. Estes softwares são estruturados de forma modular, possuindo diversos módulos que variam em especialização e números. No entanto, pode-se afirmar que os módulos principais do MRP II são:

  • Módulo de planejamento da produção (production planning)

Este módulo visa auxiliar a decisão dos planejadores quanto aos níveis agregados de estoques e produção período-a-período. Devido a agregação e quantidade de dados detalhados, é usado para um planejamento de longo prazo.

  • Módulo de planejamento mestre da produção (master production schedule ou MPS)

Este módulo representa a desagregação em produtos individualizados do plano de produção agregado, e tem como objetivo auxiliar a decisão dos usuários quanto aos planejamentos das quantidades de itens de demanda independente a serem produzidas e níveis de estoques a serem mantidos. Usando uma técnica chamada rough-cut capacity planning, é possível determinar a viabilidade dos planos de produção quanto a capacidade de produção.

  • Módulo de cálculo de necessidade de materiais (material requirements planning ou MRP)

A partir dos dados fornecidos pelo MPS, o MRP "explode" as necessidades de produtos em necessidades de compras e de produção de itens componentes, com o objetivo de cumprir o plano mestre e minimizar a formação de estoques.

  • Módulo de cálculo de necessidade de capacidade (capacity requirements planning ou CRP)

O módulo CRP calcula, com base nos roteiros de fabricação, a capacidade necessária de cada centro produtivo, permitindo assim a identificação de ociosidade ou excesso de capacidade (no caso da necessidade calculada estar muito abaixo da capacidade disponível) e possíveis insuficiências (no caso das necessidade calculadas estarem acima da capacidade disponível de determinados recursos). Com base nestas informações, um novo MPS será confeccionado ou algumas prioridades serão mudadas.

  • Módulo de controle de fábrica (shop floor control ou SFC)

O módulo SFC é responsável pelo sequenciamento das ordens de fabricação nos centros produtivos e pelo controle da produção, no nível da fábrica. O SFC busca garantir às prioridades calculadas e fornecer feedback do andamento da produção para os demais módulos do MRP II.

Os módulos principais relacionam-se, possibilitando um circuito fechado de informações, como está ilustrado na figura 5 abaixo.


Algumas das principais características do sistema MRP II:

  • É um sistema no qual a tomada de decisão é bastante centralizada o que pode influenciar a capacidade de resoluções locais de problema, além de não criar um ambiente adequado para o envolvimento e comprometimento da mão-de-obra na resolução de problemas.

 

  • O MRP II é um sistema de planejamento "infinito", ou seja, não considera as restrições de capacidade dos recursos.

 

  • Os lead times dos itens são dados de entrada do sistema e são considerados fixos para efeito de programação; como conforme a situação da fábrica, os lead times podem mudar, de acordo com a situação das filas do sistema, os dados usados podem perder à validade.

 

  • O MRP II parte das datas solicitadas de entrega de pedidos e calcula as necessidades de materiais para cumpri-las, programando as atividades da frente para trás no tempo, com o objetivo de realizá-las sempre na data mais tarde possível. Este procedimento torna o sistema mais suscetível a fatores como: atrasos, quebra de máquinas e problemas de qualidade.

As críticas mais comuns que são feitas ao sistema MRP II, dizem respeito: a sua complexidade e dificuldade de adaptá-lo às necessidades das empresas; ao nível de acuracidade exigidos dos dados; o fato do sistema assumir capacidade infinita em todos os centros produtivos; não enfatizar o envolvimento da mão-de-obra no processo.

No entanto, alguns fatores positivos são ditos do sistema MRP II, entre os quais pode-se citar : a introdução dos conceitos de demanda dependente; ser um sistema de informações integrado, pondo em disponibilidade um grande número de informações para os diversos setores da empresa.

Seguem abaixo, alguns pontos fundamentais que devem ser obedecidos para que se tenha uma implementação bem sucedida de um sistema MRP II:

  • Possuir uma clara definição dos objetivos do sistema e dos parâmetros que podem medir seu desempenho;
  • Ter um intenso programa de treinamento da mão-de-obra sobre os objetivos e funcionamento do sistema;
  • Ter uma base de dados acurada e atualizada, com relação a estruturas de produtos, registros de estoques e lead times.


A escolha pelas organizações por um dos sistemas de PCP (ou por uma combinação deles) constitui-se em uma importante decisão, que deve estar de acordo com as necessidades estratégicas da organização. É importante que a empresa tenha uma visão muito clara do negócio em que está envolvida e qual é o seu foco de atuação, pois existe uma grande variedade de objetivos e políticas de marketing. Estas variedades refletem as diferenças entre os vários segmentos de mercado, que podem incluir: diferentes necessidades quanto aos tipos de produtos; variedade da linha de produtos; tamanho dos pedidos dos clientes; frequência de mudanças no projeto do produto; e introdução de novos produtos.

Os diferentes segmentos de mercado vão demandar diferentes níveis de desempenho nos diferentes critérios competitivos, que são influenciados pelo sistema de manufatura; o que evidencia a importância da escolha do sistema de produção para a estratégia da empresa. A escolha do Sistema de Administração da Produção, do tipo de tecnologia do processo produtivo e dos recursos humanos que a empresa decidiu usar para competir, deve ser coerente com a estratégia global da organização e coerente uma em relação à outra.

Existem algumas variáveis que devem servir de referência ao se escolher um sistema de PCP. Estas variáveis são: variedade de produtos; complexidade dos roteiros; introdução de novos produtos; complexidade das estruturas; variabilidade dos lead-times; nível de controle; centralização na tomada de decisões; favorecimento de melhoria contínua e simplicidade do sistema. Deve-se observar que qualquer análise em termos de adequação ou não de um sistema de PCP a um determinado sistema produtivo não deve ser feita de forma isolada ou parcial, mas sim analisado em conjunto dentro do contexto da organização.

 

 

 

 

domingo, 26 de agosto de 2012

Despedida do Presidente da Coca Cola (Curta é Excelente)



O menor discurso de Bryan Dyson..., ex-presidente da Coca Cola... Ele disse ao deixar o cargo de Presidente da Coca Cola: "Imagine a vida como um jogo em que você esteja fazendo malabarismo com cinco bolas no ar. Estas são: seu Trabalho - sua Família - sua Saúde - seus Amigos - sua Vida Espiritual, e vc terá que mantê-las todas no ar. Logo você vai perceber que o Trabalho é como uma bola de borracha, se soltá-la ela rebate e volta. Mas as outras quatro bolas: Família, Saúde, Amigos e Espírito, são frágeis como vidros. Se você soltar qualquer uma delas, ela ficará irremediavelmente lascada, marcada, com arranhões, ou mesmo quebradas, vale dizer, nunca mais será a mesma. Deve entender isso: tem que apreciar e esforçar para conseguir cuidar do mais valioso. Trabalhe eficientemente no horário regular do escritório e deixe o Trabalho no horário. Gaste o tempo requerido à tua Família e aos seus Amigos. Faça exercício, coma e descance adequadamente. E sobretudo... Cresça na sua vida interior, no Espiritual, que é o mais transcedental, porque é eterno. Shakespeare dizia: "Sempre me sinto feliz, sabes por que? Porque não espero nada de ninguém. Esperar sempre dói. Os problemas não são eternos, sempre tem solução. A vida é curta, por isso, ame-a! Viva intensamente e recorde: Antes de falar...Escute! Antes de escrever... Pense! Antes de criticar... Examine! Antes de ferir... Sente! Antes de orar... Perdoe! Antes de gastar... Ganhe! Antes de render... Tente de novo! VIVA MUITO!"

sábado, 7 de julho de 2012

BOLETIM VENDA MAIS E MAIS - JULHO 2012


BOLETIM VENDA MAIS E MAIS – JULHO 2012



Lealdade



“A lealdade é um dos pilares que sustentam o real valor do homem.” (Texto Judaico).



É com este pensamento que pautamos nossas atitudes. Vai além de ser real, é cultivá-lo com nossos amigos, familiares e clientes.



A gestão baseada na lealdade, que aponta para reter clientes e empregados para melhorar a rentabilidade, é muito mais que a satisfação do cliente. O êxito desta estratégia baseia-se em compreender que os clientes satisfeitos não são necessariamente leais. Percebemos que as empresas com mais êxito são as que cultivam e se preocupam com a lealdade – de clientes, empregados e investidores. O verdadeiro inimigo dos lucros é a rotatividade que se manifesta nos clientes muito sensíveis ao preço, empregados que mudam de trabalho e especuladores que procuram lucro fácil.

A verdadeira missão de uma empresa deve ser criar valor para os três integrantes chave de um sistema de negócios: clientes, empregados e investidores. Cada integrante da trilogia contribui com tempo, dinheiro, energia e conhecimento técnico e, para chegar ao êxito, a empresa deve gerar a mudança, mas, com valor.



O empregado leal aprende com o tempo como atender o cliente e o cliente leal aprende a ascender ao sistema de negócios para facilitar o serviço que recebe. O acionista leal aprende a antecipar os altos e baixos do negócio e não alimenta comportamentos que destroem o valor a longo prazo para assegurar os lucros contabilizáveis a curto prazo. Um negócio com êxito é, na realidade, uma sociedade integra por clientes, empregados e investidores.



Apesar dos três integrantes deverem ser bem atendidos, são os clientes a serem considerados “primeiros entre iguais” porque a lealdade do cliente á algo que se devem ganhar todos os dias e, dos três grupos, é a mais escorregadio: geralmente os clientes têm um mínimo de capital emotivo e financeiro investido na empresa e podem ir para outro lado com um esforço mínimo.



Entendemos que ser leal para com o outro significa dizer que pode confiar em mim, estou ao seu lado. Isso significa que eu não permita que me desvie do caminho certo, nem das minhas convicções interiores, nem daquilo que acredito. Pelo contrário, ser leal para com o outro significa apenas que não brinco com a nossa relação.



Ser leal na empresa em que trabalhamos, com a família e amigos é um dogma que felizmente ainda se preserva na nossa sociedade. Mas a lealdade deve ser também um valor a assegurar nas nossas relações comerciais e sociais.



Boas vendas!



Luiz Augusto



Blog: http://vendamaisemais.blogspot.com

INCÊNDIO LWART EM L.PAULISTA - SP


07/07/2012 10h35 - Atualizado em 07/07/2012 10h45


Explosão provoca vazamento de 15 mil litros de óleo em Lençóis Pta., SP
Acidente aconteceu em empresa de refino que fica na Marechal Rondon.

Cem funcionários trabalhavam no local, mas, ninguém ficou ferido.



Uma explosão em uma empresa de refino de óleo em Lençóis Paulista, SP, provocou o vazamento de aproximadamente 15 mil litros de óleo queimado na Rodovia Marechal Rondon, na noite desta sexta-feira (06), segundo informações do Corpo de Bombeiros.
O acidente aconteceu quando 100 funcionários trabalhavam na fábrica, mas, apesar do susto ninguém ficou ferido. No entanto, quem estava próximo da explosão teve medo. “Começou um ‘fumaceiro’ branco e veio de uma vez, ai veio a explosão, o barulhão e corremos pro barracão,
porque é muito perigoso”, afirma o mecânico Severino José da Silva.


As caldeiras, que são brancas, ficaram manchadas por causa da explosão.


Nesta sábado (07), as caldeiras brancas da refinaria amanheceram negras e o óleo se espalhou por toda parte. No chão da indústria, no mato e até no acostamento da rodovia. Os bombeiros levaram cerca de meia hora para controlar o incêndio.
Em nota, a assessoria de imprensa da empresa informou que esta é a primeira vez que isso acontece, a direção investiga as causas da explosão.
A empresa informou ainda que foi criada uma linha direta com a comunidade para alguém que tiver dúvidas sobre acidente. O telefone (14) 3269-4949.


sábado, 23 de junho de 2012

PRECIFICAÇÃO


CONCEITO DE PRECIFICAÇÃO

Precificação (Pricing ) é a atividade de marketing preocupada com a colocação de preços para novos produtos e o ajuste de preços para produtos existentes.

A preficificação faz parte do composto mercadológico e, do ponto-de-vista do consumidor, é elemento inseparável do produto (bem ou serviço). É através dessa relação que o consumidor pode avaliar a relação custo-benefício ou, em outros termos, sua possibilidade de extrair valor do dinheiro que ele dispende.

ESTRATÉGIA DE PRECIFICAÇÃO



Estratégia de precificação é o elemento de tomada de decisão da empresa preocupado com o estabelecimento de preços que atrairão o mercado-alvo, permitindo assim alcançar os objetivos de lucro.

Na definição de sua estratégia a empresa se defronta com algumas opções que irão orientar sua política, em termos de quais variáveis serão predominantes na sua determinação, a saber: (a) o cliente; (b) os competidores e (c) custos.

1) Opções Estratégicas Centradas no Cliente

Nesse tipo de estratégia, a empresa tem como ponto de partida para determinação de sua política de preços o cliente, ou seja: considera-se primordialmente os aspectos de capacidade da demanda, posição do produto no seu ciclo de vida e características comportamentais do consumidor envolvidas no processo de compra de um produto em particular. A seguir estão listadas algumas das opções freqüentemente usadas.

Precificação de penetração de mercado. Uma abordagem de precificação em que um fabricante estabelece um preço relativamente baixo para um produto na fase introdutória de seu ciclo de vida, com a intenção de construir participação de mercado.

Estratégia de preço alto. Uma abordagem planejada de precificação, apropriada em situações de demanda inelástica, em que uma organização decide manter seus preços altos; as razões para tal estratégia podem incluir: desenvolvimento de um segmento super premium do mercado, abarrotamento na parte inferior do mercado ou o desejo de criar uma imagem de prestígio para o produto. Também denominada Precificação Premium.

Precificação de ordenha do mercado. Uma abordagem de precificação em que o produtor fixa um preço introdutório alto para atrair compradores com um desejo forte pelo produto e também dispõem dos recursos para comprá-los, e então, gradualmente, reduz o preço para atrair as camadas subseqüentes do mercado.

Inclinação da curva de demanda para baixo. Um método de precificação, em que o preço inicial é fixado no nível mais alto possível, e então gradualmente reduzido para atrair ondas sucessivas de compradores, na medida em que a demanda diminui.

Precificação de prestígio. A estratégia de precificação em que os preços são fixados em um nível alto, reconhecendo-se que preços mais baixos inibirão as vendas em vez de encorajá-las, e que os compradores associarão o preço alto para o produto com qualidade superior; também denominada Precificação pela Imagem.

Precificação baseada em valor. Abordagem de precificação em que o preço de venda de um bem ou serviço é baseado na avaliação da companhia do valor mais alto do produto para o consumidor; isto é, em que o consumidor está disposto a pagar por isto.

Precificação por comparação. Um método de precificação, em que o preço para um novo produto é fixado comparando os benefícios que ele oferece, comparado aos de outros produtos da mesma categoria.

Precificação retroativa da demanda. Método precificação em que os preços são fixados pela determinação do que os consumidores estão dispostos a pagar; então os custos são deduzidos. Um método de precificação em que uma estimativa é feita sobre preço que os clientes estão dispostos a pagar por um produto dado; este preço é então comparado ao custo por unidade para ver se vai de encontro aos objetivos de lucro da firma.

Precificação diferencial. A estratégia de precificação em que uma companhia fixa preços diferentes para o mesmo produto com base em diferentes tipos de clientes, época da compra etc.; também chamado Precificação Discriminatória, Precificação Flexível, Precificação Múltipla e Precificação Variável.

Método de tentativa de ajuste de preço. Abordagem de precificação, baseada no comprador, em que o pessoal de vendas, testa as reações dos revendedores ao preço proposto de um produto a chegar, antes que uma decisão final de preço seja feita.

Precificação por produto complementar. A precificação de um produto no nível ótimo (de máxima aceitação pelo mercado), não importando considerações de custo ou lucro, de forma que a demanda por outro produto que é usado com ele possa aumentar e então maximizar os lucros de ambos os produtos juntos.

Preço diferenciado. Precificação de diferentes produtos em uma linha de produtos em vários níveis de preço, dependendo de seus tamanhos e características, para torná-los disponíveis a um leque maior de clientes.



2) Opções Estratégicas Centradas nos Competidores

As estratégias de precificação orientadas para a competição, consistem no conjunto de métodos em que a empresa determina o preço de seus produtos levando em consideração mais os preços de produtos semelhantes praticados por seus competidores (principalmente quando se trata de competidores poderosos) que por considerações de demanda do consumidor ou de custo de produção. A força motriz dessa estratégia de precificação é basicamente a ação da concorrência.

Estratégia de precificação siga-o-líder. Uma estratégia de precificação adotada por firmas que copiam os preços praticados pelo líder de mercado.

Precificação para afastar novos competidores. Prática de precificação bem comum em situações de mercados oligopolísticos, em que as maiores empresas do mercado mantêm preços muito baixos para desencorajar competidores pequenos e deste modo proteger suas próprias participações de mercado.

Precificação indiferenciada. Prática de precificação em que a empresa procura manter preços de mercado semelhantes aos de seus competidores principais, de modo a desencorajar a eclosão de "guerras de preço". Nesse tipo de competição as empresas buscam ganhar participação de mercado através da prestação de serviços ou da criação de outros diferenciais de marketing, que não o preço.

Precificação predatória. A prática de precificação pela qual uma companhia espera inibir ou eliminar a competição cobrando preços mais baixos que os preços normais de seus produtos em determinadas regiões geográficas.

3) Opções Estratégicas Centradas nos Custos

As estratégias de precificação orientadas para custos, consistem no conjunto de métodos em que a empresa determina o preço de seus produtos levando em consideração principalmente os aspectos de custos de produção e distribuição, bem como as expectativas de retorno financeiro.

Precificação baseada em custo total. Estratégia de precificação em que todos os custos variáveis relevantes e a parte total de custos fixos diretamente atribuíveis ao produto são usados para estabelecer seu preço de venda.

Precificação com base no incremento de custos. Abordagem em que o preço de todas as unidades adicionais produzidas, após descontados os custos fixos de produção, é baseado no custo variável ao invés do custo total.

Meta de retorno sobre o investimento. Método de precificação que busca a realização de um retorno sobre o investimento desejado. Nesse método, uma fórmula é usada para calcular o preço a ser estabelecido para o produto, de modo a retornar um lucro desejado ou taxa de retorno sobre o investimento, assumindo que uma quantidade particular do produto seja vendida.

Precificação de custo adicionado (Markup). Um método simples de precificação em que uma quantia ou porcentagem especificada, conhecida como margem padrão, é adicionada ao custo da unidade de produção ou de aquisição de um artigo para determinar seu preço de venda.

Precificação pelo custo médio. Método de precificação em que um markup para lucro é adicionado ao custo médio de produção ou de aquisição.

Precificação baseada na curva de experiência. A precificação de um produto em nível mais baixo que seu custo médio, na crença de que o custo diminuirá na medida em que a experiência de produção aumente.

Maximização de lucro a curto prazo. Objetivo de precificação, em que uma firma visa gerar tanto lucro quanto possível, tão depressa quanto possível; a máxima penetração de mercado e considerações de lucro a longo prazo são ignoradas.



4) Situações Especiais de Precificação

Licitação. Método de precificação em que organizações vendedoras entram em competição por um comprador. Normalmente a oferta vencedora é a de melhor preço. Prática determinada por legislação em vendas governamentais.

Precificação orientada para o controle. Sistema de precificação em que o preço do produto é controlado pelo governo ou por algum outro órgão de regulamentação. Ainda é o caso dos preços de medicamentos ao consumidor no Brasil, onde é estabelecido o Preço Máximo ao Consumidor. Em decorrência dessa política, as margens são calculadas pelo método "markdown" (de cima para baixo) e a competição de preços centra-se nos descontos em relação ao Preço Máximo.



ASPECTOS DE DISTRIBUIÇÃO E LOGÍSTICA QUE AFETAM A PRECIFICAÇÃO

Para empresas que trabalham em mercados amplos: internacional, nacional ou regional, as considerações sobre custos de distribuição e logística na determinação dos preços, são de importância crucial.

Determinar um preço único, significa penalizar o consumidor próximo e subsidiar o consumidor distante. Determinar o preço de forma centralizada pode significar perder competitividade face a competidores locais em pontos mais remotos. Assim, aspectos como centralização e flexibilidade são considerações obrigatórias para esse tipo de empresa. Abaixo discrimina-se algumas práticas que, muitas vezes, são determinadas pelo próprio tipo de atividade.

Precificação baseada na distribuição. Método usado na precificação, projetado para recuperar ou compensar os custos associados com a remessa de bens para os clientes distantes.

Precificação a partir de um ponto básico. Método de precificação em que são cobrados dos clientes os custos de frete a partir de um ponto básico; o ponto básico pode ser arbitrariamente escolhido, mas a localização da fábrica da companhia ou de sua central de distribuição são comumente usadas.

Precificação de absorção de frete. Método de precificação em que o fabricante absorve parte ou todos os custos de frete envolvidos no transporte dos bens para os clientes. Na verdade, embora o custo da distribuição não esteja explicitado no preço, com certeza ele é pago pelo cliente.

Precificação na entrega. Método de precificação em que o preço final para o comprador é ajustado de modo a incluir os custos de transporte. O vendedor fica com a responsabilidade de providenciar a entrega, mas adiciona o custo ao preço cotado.



ASPECTOS DE PRECIFICAÇÃO LIGADOS AO MARKETING GLOBAL

Abordagem adaptativa de precificação. Abordagem comum no marketing global em que uma organização permite uma afiliada ou subsidiária determinar o preço mais desejável, desde que lucrativo, em sua própria região. Também denominada Abordagem Policênica.

Abordagem geocêntrica da precificação. Abordagem para precificação global em que companhias afiliadas ou subsidiárias fornecem informações sobre as condições de mercado local e a corporação então determina os preços de modo a maximizar os lucros em cada mercado nacional.

Abordagem da extensão de precificação. Abordagem para precificação global em que uma empresa determina um preço único para seus produtos em todo o mundo e espera que os compradores paguem qualquer frete e custos adicionais de importação que se apliquem.


NOMENCLATURA USUAL DA PRECIFICAÇÃO



No comércio internacional existem práticas consolidadas de precificação, normalmente conhecidas pelas suas siglas. A seguir discriminam-se as mais usuais.

CIF - (Cost, Insurance and Freight) Precificação de custo seguro e frete. Uma prática de precificação comum em exportações; o preço cotado para o comprador inclui custo, seguro e frete.

C&F - (Cost and Freight) Precificação de custo e frete. Prática de precificação também usual em exportações; o preço cotado para o comprador inclui o custo e o frete, ficando o seguro por conta do comprador.

FIS - (Free In Store) Precificação até o ponto de destino. Método de precificação em que o produtor é responsável por todo frete e custos de entrega; os bens solicitados são entregues livres de frete para o cliente.

FOB - (Free On Board) Precificação livre a bordo. Método de precificação em que o produtor absorve apenas os custos envolvidos até a entrega dos bens "livre-a bordo", ou seja: até o ponto de despacho de um transportador local. Nesse momento a propriedade dos bens passa para o comprador, que é responsável pelo remanescente dos custos de frete e seguro.

FAS (Free Alongside Ship) Livre no porto. Método de precificação em que o fabricante paga os custos de frete até o porto. Os custos associados com carregamento, transporte e seguro são absorvidos pelo comprador.



ASPECTOS TÁTICOS DA PRECIFICAÇÃO





Na competição diária de mercado um dos elementos mais usados para atrair a atenção do consumidor é exatamente o aspecto do preço. De todos os elementos do composto mercadológico é aquele mais facilmente manipulável. Torna-se então a precificação uma das armas táticas mais usadas pelas empresas, no sentido de criar diferenciais competitivos.

Reduções de preços são dirigidas para: (a) realizar vendas, ou (b) aumentar, manter ou recuperar participação de mercado. Em todos esses casos, deve-se considerar o aspecto da elasticidade preço da demanda. Ou seja: reduções de preços de produtos que não resultem em um aumento mais que proporcional nas vendas, irão certamente corroer as margens de lucro da empresa. Abaixo discrimina-se algumas das práticas mais usuais nas táticas de precificação.

Precificação de líder de perda. Consiste na precificação de um produto abaixo do custo, para atrair compradores para um ponto de varejo, na expectativa de que eles comprarão artigos adicionais a preços normais.

Precificação com ímpares. Método de precificação de forma que todos os preços terminem em um número ímpar, como: $19.99, $9.95. Tem grande efeito psicológico sobre os clientes, desde que os números ímpares se associam com uma noção de "não totalidade", parecendo assim mais baixos que os preços determinados com terminações pares, que parecem maiores.

Precificação "isca". Anunciar um artigo a um preço irrealmente baixo como "isca" para atrair clientes a um ponto de venda.

Precificação de "isca" e troca. Anúncio de um artigo a um preço irrealmente baixo como "isca" para atrair clientes para um ponto de venda e então tentar dirigí-los para artigos de preço mais alto.

Empacotamento. A prática de oferecer dois ou mais produtos diferentes em um pacote único a preço especial.

Precificação por unidades múltiplas. Oferta de um preço mais baixo por unidade pela compra de duas ou mais unidades do mesmo produto, quando compradas conjuntamente.

Precificação promocional. A precificação temporária de bens e serviços em níveis mais baixos que os normais, para facilitar um esforço especial de promoção.

Precificação para evento especial. Redução de preços, em lojas de varejo, em certos períodos do ano (por exemplo: logo após grandes períodos de vendas, como o Natal) com o objetivo de atrair clientes nos períodos de vales que se seguem a esses picos de vendas.







ASPECTOS ÉTICOS DA PRECIFICAÇÃO



Em muitos casos ocorrem as práticas de táticas de precificação em que as empresas se utilizam de artifícios de natureza ética e legal duvidosa no sentido de realizar vendas. Tais táticas se demonstram perigosas ao longo do tempo, pois tendem a colaborar para deteriorar a credibilidade, e conseqüentemente, a imagem da empresa no mercado. A seguir são listadas algumas dessas práticas.

Precificação fictícia. Prática pouco ética, possivelmente ilegal, de anunciar uma redução de preço (por exemplo: de $99,99 por $49,99) quando, de fato, não houve nenhuma redução do mesmo. Muito utilizada em falsas "liqüidações".

Precificação enganosa. A precificação de bens e serviços de modo a levar o cliente a ser enganado. Ocorre quando a quantidade de produtos anunciados àquele preço é tão pequena, que leva a maioria dos consumidores à frustração pela inexistência em estoque, por exemplo.

Preço maquiado. Uma técnica de precificação monopolística em que o vendedor aproveita-se da falta de competição para colocar preços muito altos com relação aos custos dos produtos.

Discriminação de preço. Estratégia de precificação, geralmente ilegal, em que um vendedor cobra preços diferentes, a intermediários de marketing, pelo mesmo produto.

Venda casada. Prática em que uma empresa (normalmente fabricante ou distribuidor) que tem um produto de alta demanda se aproveita desse fato para forçar o comprador (normalmente varejista) a adquirir uma certa quantidade de produtos sem rotação, como condição de realização da venda.

ENTRE VITÓRIAS E DERROTAS




Não tente ser um homem de sucesso; em vez disso, tente ser um homem de valor. Albert Einstein



Você é muito mais do que as suas derrotas e você é muito mais do que o seu sucesso. É muito importante ter isso em mente ao buscar vitórias e ao lidar com derrotas. É ótimo ganhar, realizar e crescer em excelência. E, obviamente, é doloroso perder.



Porém, quando você abandona os seus mais valiosos tesouros a fim de ganhar, a conquista se torna vazia demais. Quando você abre mão da sua integridade, as realizações não terão valor algum; isso porque o valor da realização não é a realização em si mesma. O real valor da realização está na maneira como você expressa aquilo que você é.



Focalize em vencer, porém, lembre-se de que cada realização é uma oportunidade para retirar o melhor de você. Faça isso e, caso você ganhe ou perca a batalha do momento, ainda assim você poderá obter alguma coisa de real e duradouro valor.



Meditação:

Baixem sobre mim as tuas misericórdias, para que eu viva.   Salmos 119:77

ADITIVO DE TITÂNIO


Aditivo de titânio em óleos lubrificantes acaba com danos ao catalisador

Redação do Site Inovação Tecnológica

O titânio é um dos mais versáteis metais que existem, com aplicações que vão desde a fabricação de foguetes e aviões até a construção de músculos artificiais e implantes ósseos.

Agora, cientistas descobriram que um composto de titânio também poderá tornar os lubrificantes para motores de automóveis mais ambientalmente corretos e mais eficientes.

Aditivo para óleos de alto desempenho

O aditivo de titânio, quando adicionado ao óleo lubrificante do motor, forma uma camada em grande escala, resistente ao desgaste, que adere à superfície das partes mais sensíveis do motor, tornando-o um substituto perfeito para os aditivos químicos utilizados até agora, mas que não coexistem bem com os mais modernos equipamentos antipoluição.

Há anos o aditivo antidesgaste mais utilizado nos óleos de alto desempenho para motores têm sido os compostos à base de fósforo, particularmente o ZDDP (Zinc DialkylDithioPhosphate: dialquilditiofosfato de zinco). O ZDDP forma uma película de polifosfato sobre as peças do motor, reduzindo o desgaste.

Aditivo danifica o catalisador

Infelizmente, o fósforo é um elemento químico que é um verdadeiro veneno para os conversores catalíticos dos automóveis, contaminando o catalisador e reduzindo sua eficiência e sua vida útil. Por isto, a indústria vem há anos procurando por alternativas.

Mas substituir o ZDDP não é uma tarefa tão simples, porque um aditivo tem inúmeras funções úteis além de aumentar a resistência ao desgaste. Os modernos óleos lubrificantes são na verdade uma mistura de grande complexidade, contendo 20% ou mais de diversos aditivos especiais para melhorar propriedades como a viscosidade, a estabilidade química e física do óleo, e evitar a formação de sedimentos no interior do motor.

Aditivo de titânio

Agora o titânio se mostrou ser uma alternativa à altura, sugerindo que a indústria de óleos poderá passar a usar menos ZDDP. Utilizando raios X de baixa energia, os pesquisadores descobriram que o titânio liga-se quimicamente à estrutura metálica das peças do motor, formando uma finíssima película de titanato de ferro, um óxido de altíssima dureza que protege essas peças.

Até então os cientistas não sabiam se o aditivo de titânio simplesmente ficava sobre a peça, o que não garantia um rendimento adequado. Agora que conhecem com detalhes o composto químico formado, e que ele fica ligado quimicamente à superfície das peças dos motores, os cientistas passarão a avaliar a influência da substituição do ZDDP pelo aditivo de titânio em diversas proporções.